07 Julho, 2009
19 Maio, 2009
Vladimir Herzog
Nesta semana assisti o filme/documentário sobre Vladimir Herzog: “Vlado – 30 anos depois”, sobre sua morte na época da ditadura. “Vlado” foi, e é, um personagem importante do nosso país, então, resolvi aqui escrever um pouco dessa história.
Primeiros anos
Herzog nasceu na cidade de Osijek, em 1937, na Jugoslávia (atual Croácia), filho de um casal Judeu: Zigmund e Zora Herzog. Com o intuito de escaparem do Estado Independente da Croácia (estado fantoche controlado pela Alemanha Nazi e pela Itália Fascista), o casal decidiu imigrar, com o filho, para o Brasil, na década de 1940.
Educação e carreira
Herzog se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1959. Depois de formado, trabalhou em importantes órgãos de imprensa no Brasil, notavelmente no O Estado de S. Paulo. Nessa época, resolveu passar a assinar "Vladimir" ao invés de "Vlado" pois acreditava que seu nome verdadeiro soava um tanto exótico no Brasil. Vladimir também trabalhou por três anos na BBC de Londres.
Na década de 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura, de São Paulo. Também foi professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e, nessa época, também atuou como dramaturgo, envolvido com intelectuais de teatro. Em sua maturidade, Vladimir passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil de 1964-1985, como também no Partido Comunista Brasileiro.
Prisão e morte
Em 24 de outubro de 1975 — época em que Herzog já era diretor de jornalismo da TV Cultura — agentes do II Exército convocaram Vladimir para prestar depoimento sobre as ligações que ele mantinha com o Partido Comunista Brasileiro (que era proibido pela ditadura). No dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. O depoimento de Herzog era dado por meio de uma sessão de tortura. Ele estava preso com mais dois jornalistas, Jorge Benigno Duque Estrada e Leandro Konder, que confirmaram o espancamento.
No dia 25 de Outubro, Vladimir foi encontrado enforcado com o cinto de sua própria roupa. Embora a causa oficial do óbito seja suicídio por enforcamento, há consenso na sociedade brasileira de que ela resultou de tortura, com suspeição sobre servidores do DOI-CODI, que teriam posto o corpo na posição encontrada, pois as fotos exibidas mostram Vlado enforcado. Porém, nas fotos divulgadas há várias inverossimilhanças. Uma delas é o fato de que ele se enforcou com um cinto, coisa que os prisioneiros do DOI-CODI não possuíam. Além disso, suas pernas estão dobradas e no seu pescoço há duas marcas de enforcamento, o que mostra que supostamente sua morte foi feita por estrangulamento.
Pós-morte
Vladimir era casado com a publicitária Clarice Herzog, com quem tinha dois filhos. Com a morte do marido, Clarice passou por maus momentos, com medo e opressão, e teve que contar para os filhos pequenos o que havia ocorrido com o pai. A mulher, três anos depois, conseguiu que a União fosse responsabilizada, de forma judicial, pela morte do esposo. Ainda sem se conformar, ela diz que "Vlado contribuiria muito mais para a sociedade se estivesse vivo".
Gerando uma onda de protestos de toda a imprensa mundial, mobilizando e iniciando um processo internacional em prol dos direitos humanos na América Latina, em especial no Brasil, a morte de Herzog impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira. Após a morte de Herzog, grupos intelectuais, agindo em jornais e etc., e grupos de atores, no teatro, como também o povo, nas ruas, se empenharam na resistência contra a ditadura do Brasil. Diante da agonia de saber se Herzog havia se suicidado ou se havia sido morto pelo Estado, criou-se comportamentos e atitudes sociais de revolução.
Abaixo leia a entrevista com a publicitária Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog.
Por Cylene Dworzak Dalbon
Em conversa exclusiva com o Jornal Segundas Intenções, a publicitária Clarice Herzog fala do terrível outubro de 1975, quando seu marido, o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado dentro das dependências do DOI-CODI pelos órgãos de repressão da ditadura.
O outubro de 1975
“O outubro de 1975 foi complicadíssimo. Ficaram na memória as coisas relacionadas ao que aconteceu com o Vlado. No começo do mês vários jornalistas foram presos. Estava havendo inclusive um encontro nacional de jornalismo e mesmo assim as prisões continuavam. Foram presos muitos jornalistas ligados ao Vlado e da TV Cultura, o Markum, o Anthony, Rodolfo Konder, o Sérgio Gomes. Foi um momento extremamente tenso. Esperávamos que o Vlado fosse preso devido a essas prisões, e discutimos muito sobre qual seria o teor de seu depoimento – o que nunca passou pelas nossas cabeça é que ele acabaria sendo morto. Vlado, naquele momento estava no Partido [Comunista Brasileiro]. Ele nunca foi muito ligado à política, ele não era comunista – aliás era bastante crítico ao partido. Na verdade, o Vlado era um intelectual, ligado a teatro, cinema, que desejava um mundo melhor, um mundo onde as idéias pudessem ser discutidas e respeitadas. Naquela época existiam duas forças contra a ditadura militar: uma era a igreja e a outra o PCB. Como o Vlado era judeu, optou pelo Partido – a sua área de atuação como militante era a discussão da situação cultural no país – a produção artística, nos vários níveis, estava sendo totalmente massacrada pela censura. O motivo da forte repressão contra o PCB, é que ele estava se tornando uma nova e forte frente e enfrentando a ditadura. Mas aconteceu o que não esperávamos que acontecesse: afinal, apesar do Vlado estar envolvido com o partido comunista, tínhamos empregos, passaporte, residência fixa e não éramos envolvidos com a luta armada.”
Londres
“Depois do término do contrato do Vlado com a BBC em Londres, eu retornei primeiro com as crianças e o Vlado ficou mais três meses fazendo um curso sobre TV Educativa. Era pra ele chegar ao Brasil dia 15 de dezembro de 1968 (o AI-05 foi no dia 13). Mas ele não chegou. Antes de vir para o Brasil, ele passou por Roma para se despedir do [Fernando] Birri [cineasta e guru de Vladimir Herzog] e lá em Roma viu a manchete no jornal: “Ditadura Militar no Brasil”. E aí ficou a dúvida, se voltava pra Londres, se vinha para o Brasil. E durante duas semanas permanecemos nessa dúvida. Mas a sensação que nós tínhamos é, mesmo com o A15 seria possível fazer alguma coisa aqui, valia a pena tentar.
O grito da sociedade e o silencio dos judeus
“A morte do Vlado foi um basta. A sociedade civil percebeu que aquilo foi a gota d´água. Na hora em que ele morreu houve uma movimentação. Ele era muito conhecido no Brasil e no exterior; então todo mundo ficou sabendo.
A comunidade judaica nunca deu apoio pra nada. Isso é muito importante que se deixe claro. Não havia rabino no velório nem no enterro do Vlado. O culto ecumênico aconteceu graças ao D. Paulo [Evaristo Arns] – aliás, Dom Paulo também esteve presente no velório. Não houve apoio nenhum da comunidade judaica, muito pelo contrário. Tive apoio de amigos judeus, mas não da comunidade enquanto instituição.”
Correio Brasiliense
“A maneira como foi feita a matéria foi muito sensacionalista, o Correio Brasiliense foi ‘marrom’. Realmente, reconheci a foto de frente como sendo do Vlado; as outras não. A pessoa fotografada era muito parecida com ele, mas houve um engano da minha parte, que só se esclareceu quanto o Nilmário Miranda (Ministro da Comissão dos Direitos Humanos) e o General chefe da segurança do presidente Lula estiveram aqui e me mostraram o dossiê completo da pessoa que tinha sido fotografada e aí percebi que realmente aquele não era o Vlado.”
A ação judicial
“Foi um processo importante porque houve um resgate da justiça brasileira, do judiciário, e isso fez com que outras famílias também entrassem com o processo contra a União. Não pleiteei indenização porque queria que fosse reconhecido publicamente que o Vlado não havia se matado e sim, que havia sido assassinado; e eu tinha medo de que me pagassem a indenização sem qualquer processo porque afinal o Vlado estava sob proteção do Estado.
Anistia
“Eu não anistio os torturadores do Vlado. A minha opinião sobre anistia é essa.”
Em outubro deste ano (2009) celebraremos os 34 anos da morte de Vlado.
Fontes:
Wikipédia
Blog Ditadura no Brasil
Foto:
Sindicato dos jornslista de São Paulo
por Ronaldo Santos às 11:06 1 comentários
tags: ditadura, Vlademir Herzog, Vlado
04 Maio, 2009
Neonazistas queriam novo país!
Ouvi essa notícia no rádio hoje pela manhã, e resolvi transcrever aqui, segue abaixo:
Publicado em 04/05/2009 | GUILHERME VOITCH
Um novo país com leis e constituição própria, com cargos como o de presidente, juiz e ministros já definidos. Essa nova nação, livre da “influência semita”, era o desejo do economista Ricardo Barollo, 34 anos, que está preso em Curitiba, acusado de ser o mentor e mandante do assassinato do casal Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, e Renata Waeschter Ferreira, 21. Dayrell seria um rival de Barollo no controle de grupos de orientação nazista no Paraná e por esse motivo, segundo a polícia, foi eliminado.
O grau de organização do grupo impressionou a polícia paranaense. “Eles faziam contribuições mensais em dinheiro para alavancar esse projeto”, explicou o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. De acordo com ele, reuniões com até cem adeptos do neonazismo foram realizadas em São Paulo, sob a liderança de Barollo.
Barollo foi preso em São Paulo. Com ele, foi apreendido farto material nazista. Também há registros de atas de reuniões e uma apostila onde se planeja a criação de novo país, batizado pela organização de “Neuland” (Terra Nova, em alemão).
A apostila tem detalhes de como seria o regime político desse novo país, da construção das casas ao processo eleitoral. “Achamos até títulos de eleitor já impressos”, diz o delegado do Cope, Francisco Caricati.
Embora fosse projetado por brasileiros, o novo país teria seu território em solo europeu, livre, segundo os documentos encontrados, “da influência de negros, homossexuais e, principalmente judeus”.
Além de Barollo, foram presos Jairo Maciel Fischer, 21, João Guilherme Correa, 18 anos, Rosana Almeida, 22, Gustavo Wendler, 21, e Rodrigo Mota, 19. Fischer e Correa teriam sido os autores dos disparos que mataram Bernardo e Renata, quando eles saiam de uma festa em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. A festa, promovida para comemorar o aniversário de Adolf Hitler, foi organizada por Dayrell. Mota seria o motorista do carro que levava Fischer e Correa e Rosana e Wendler foram responsáveis por atrair o casal para fora da festa.
O advogado do economista, Adriano Bretas, diz que seu cliente estudou a ideologia nazista, conhecia Bernardo Dayrell, mas não participa de movimentos de ultradireita. “Portanto negamos que ele tenha dado ordem para matar Dayrell ou qualquer outra pessoa.”
Fonte: Gazeta do Povo
por Ronaldo Santos às 09:44 5 comentários
03 Maio, 2009
Shortbus! (Dica)
Acabei de assistir Shortbus, de John Cameron Mitchell, e acabei baixando também a trilha sonora (clique para baixar), que é ótima. Estou até agora pensando em algumas cenas e músicas. E tirando a parte do sexo (que também é boa e explícita), os temas e assuntos abordados são interessantes, suicídio, depressão, relacionamentos. O filme consegue ser engraçado e feliz.
Recomendo.
por Ronaldo Santos às 19:41 0 comentários
30 Abril, 2009
Pandemia! (Gripe suína)
Realmente...
Estou com medo... Será que é demais?
Em casa minha mãe fala que tudo não passa de história, que o que eles querem é tirar a nossa atenção, por algo que estão fazendo por trás.
Minha colega de trabalho fica se lamentando: "Meu Deus, ainda sou muito nova pra morrer!"
Um outro fica: OLHA LÁ! Foi confirmado um caso no Brasil.
Dá até um bambear nas pernas... Mas o que pensar?
Na TV (hoje pela manhã), informaram que a vacina estará pronta em 6 meses. Não é muito tempo?
Tome cuidado (Saiba tudo sobre a gripe suína).
Leia mais:
Brasil deve ajudar na produção de vacina contra gripe suína.
Mundo: Obama diz que governo americano está preparado para a gripe suína.
Países devem estar preparados para o caso de uma pandemia.
por Ronaldo Santos às 10:03 2 comentários
20 Abril, 2009
Olha a fumaça!
O fim da noite de domingo ficou marcado pelo “Domingo Maior” (Globo) com a Cidade de Deus, uma pizza, pequena reunião de amigos, uma sessão esfumaçada de narguilê e duas marcas queimadas no tapete. Não sabia se era bom, só sei que fiquei tonto, e parei nos primeiros 8 minutos do primeiro tempo.
Segundo reportagem do Jornal Hoje, narguilê faz mal a saude, e mais que o cigarro, basta 50 baforadas para se tornar um viciado, não quero isso para minha vida. Acho que a tonteira foi um sinal.
Abaixo a reportagem:
E olha o Pica Pau:
Mas, qualquer que seja a decisão, faça com moderação.
19 Abril, 2009
Fernanda e Fernando!
Ontem, 18/04/2009 estive presente nas comemorações de aniversários de dois amigos, e me diverti muito em ambas as festas.
A primeira foi da Fernanda, que aconteceu em um salão de festa aqui no bairro onde moro.
E a segunda foi do Fernando, que comemorou na The Week em Sampa.
E apesar da coincidência… eles nem se conhecem.
Fotos: Ronaldo Santos/K850i
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É bom ver e rever os amigos.
Felicidades aos dois!
por Ronaldo Santos às 15:31 0 comentários
tags: alegria, amigos, aniversário
12 Abril, 2009
Semana!
Muito tempo depois.
Semana boa, Semana Santa.
E a minha participação foi em cima do “trio”, cantando no “Alto do Calvário”.
Abaixo algumas fotos:
Fotos: Ronaldo - K850i
por Ronaldo Santos às 16:24 2 comentários
24 Março, 2009
Sinais e Versões!
Hoje estava acessando alguns blogs e encontrei dois curtas simplesmente ótimos:
O primeiro (do blog PoudBrasil) que eu assisti foi o curta: Versões. Assista e tire a coclusão.
O segundo (do blog Sampa meu lugar) foi o curta: Signs. Surpreendente, comunique-se.
Aprecie abaixo:
por Ronaldo Santos às 11:41 1 comentários
tags: comunicação, Preconceito, sinais, versões
14 Março, 2009
Paredão!
Hoje é dia de paredão... pelo menos na minha vida.
As opiniões podem vir de muitos, mas os votos e a palavra final deve ser minha.
A partir de amahã a casa pode está com um ou mais participantes.
Vida real.
'"Se você pudesse me dizer
Se você soubesse o que fazer
O que você faria?
Aonde iria chegar?"
(Paulo Ricardo)

























