Nunca havia comentado aqui, mas estou terminando minha pós-graduação em Design Instrucional pelo Senac (não sabe o que é Design Instrucional? Clique AQUI). Todo curso de pós-graduação ou graduação é finalizado com o TCC, e comigo não foi diferente, mas, como todo bom brasileiro fui levando esse TCC na maciota, afinal deixar tudo para a última hora é sempre mais gostoso.
Foram alguns meses de entrega e devolutiva ao orientador, e a cada orientação novas angustias e dúvidas, mas também a convicção de que tudo chegaria bem ao final. Pelo menos eu acho.
Nos últimos dias, a pressão aumentou, mas graças ao pessoal do curso, nos juntamos em um grupo no Facebook e nos ajudamos, tudo terminou bem.
Talvez assim, eu não seja uma pessoa tão fácil de lidar, quem está perto, convivendo comigo que o diga. Mas... só um pouquinho vai.
Fico entediado e emburrado por qualquer coisa. Tá, nem tudo. Mas na maioria das vezes, é porque sou deixado de lado, em segundo plano, passado para trás, ou quando dizem que eu falei algo que eu não disse (entenderam?). E essas coisas me deixam irritado. Muito irritado.
Mas não tenha medo de chegar perto, de tentar ser meu amigo. Algumas pessoas nasceram, e vivem na Terra para me irritar, outras fazem isso de vez em quando, essas, depois de uma conversa, um passeio, ou um Chopp, tudo volta ao normal, mas a maioria, por enquanto, são pessoas que irão ser felizes ao meu lado.
Olá pessoas! Hoje vou postar uma história longa, sobre o descaso na compra de um produto no site Balão da Informática. Tudo começou no dia 02/01/2015 quando efetuei a compra de um Smartphone Sony XPERIA Z2 Branco + Smartband. Veja AQUI.
O produto chegou rápido, tinha previsão de chegada para o dia 14/01/2015 e chegou bem antes, no dia 08/01/2015. No quesito entrega, não tenho do que reclamar. Nota 10.
Mas ai veio o problema, o fone de ouvido.
Este é o texto na descrição do site:
"Onde o som dinâmico se alia a uma exibição vibrante. Trem lotado. Um avião cheio de passageiros. Ou o escritório no horário de maior movimento. Este celular Android vem com alto-falantes estereofônicos e tecnologia de cancelamento de ruído. Assim, você pode curtir música sem distorções em alto volume e em qualquer lugar usando um elegante par de fones de ouvido.”.
O fone com cancelamento de ruído que é mostrado no vídeo e na descrição do Balão da Informática conforme o site da Sony é o MDR-NC31EM, veja na imagem abaixo.
Ele também pode ser visto nesta imagem do site do Balão da Informática juntamente com a descrição que disponibilizei acima.
Clique na imagem para ver maior.
O fone que veio, foi o chamado fone geral, modelo MH-410C, que não cancela ruído algum, além de ter o volume super baixo.
Então no dia 12/01/2015 abri um chamado no site com número 664850 pedindo um parecer da empresa, afinal eles colocam uma informação no site, e quando o produto chegou em minhas mão, cadê o fone correto. O que fazer?
No dia 13/01/2015 uma atendente do Balão da Informática entrou em contato comigo e informou que para a resolução do problema, a troca do fone, tenho que enviar o aparelho, nota, caixa e tudo mais para eles.
Não concordo com esta situação, pois o que veio errado foi somente o fone.
E também não estou mais com meu aparelho antigo, e enviar a mercadoria para o Balão sem saber quantos dias terei novamente o aparelho é ruim, trabalho o dia todo dependendo do celular.
Respondi ao chamado dizendo que uma solução melhor deve ser encontrada, pois o erro não foi meu, e se a descrição e imagens no site estão erradas, também não é culpa minha.
E que a única coisa que quero é a troca do fone, chamado fone geral, modelo MH-410C, pelo fone MDR-NC31EM, conforme descrito no site.
No dia 14/01/2014 o Balão da Informática enviou a seguinte mensagem por meio do chamado aberto:
"Prezado Sr. Ronaldo. Segue abaixo o código de postagem para que nos envie o produto sem nenhum ônus, para que possamos efetuar o procedimento solicitado ou na indisponibilidade do produto gerar um vale trocas que poderá ser utilizado em uma nova compra ou solicitado o reembolso/estorno do valor.
Código de Postagem: XXXXXXXX"
O problema foi com o fone, e o Balão da Informática quer que eu envie o produto (smartphone, fone, smartband, nota, caixa, etc., etc.), para tentar solucionar o erro, mas caso haja indisponibilidade do produto, o que será muito provável de acontecer, irão gerar um vale trocas que poderá ser utilizado em uma nova compra ou solicitado o reembolso/estorno do valor.
Quero continuar com o aparelho, não quero um vale trocas, mas também quero o fone conforme a descrição do site. Será que isso é tão difícil assim?
No dia 19/01/2015 o Balão da Informática enviou o seguinte e-mail:
Conforme informamos ao senhor não é possível fazer a troca somente do fone de ouvido a troca tem que ser efetuada pelo produto todo. Pedimos que envie o produto para nossa matriz com o código de postagem que foi postado em seu chamado no site. Assim que o mesmo retornar será feita uma analise pelo nosso setor de qualidade e assim que o mesmo ser passado por esta analise será gerado um Vale-Trocas e o nosso setor de negociação irá entrar em contato com o senhor para poder efetuar um novo pedido. Para poder verificar o chamado entre em: Minha conta; Visualizar Chamado. Número do chamado: 664850
Tentei responder o e-mail, mas não consegui, pois não tinha um endereço de resposta válido. Então entrei no chamado e percebi que ele se encontrava finalizado sem o problema ser resolvido.
Abri outro chamado para colocar a minha resposta.
Bom dia, Tudo bem?
Como eu expliquei antes, dependo de aparelho para trabalhar, e eu nãos sei quanto tempo essa negociação vai demorar, e nem se terei o mesmo aparelho de volta, afinal as respostas de vocês são vagas. Fala de um vale trocas e não da troca do aparelho por outro igual e com o fone descrito no site.
Pelo o que eu entendi, se eu enviar o aparelho, vocês irão analisar, e depois me enviar um vale comprar para a troca por qualquer outro produto que esteja no valor do vale, não necessariamente o smartphone Z2, e se eu conseguir por um acaso pegar o mesmo produto novamente, vocês não garantem que ele virá com o fone correto. E isso?
Queria que essa situação de resolvesse, pois como disse anteriormente, o erro não foi meu, e se a descrição e imagens no site estão erradas, também não é culpa minha.
Só não queria ter que ir ao PROCON para recorrer aos meus direitos de consumidor.
Fico no aguardo de uma resposta.
Estou aqui na espera de um milagre, gostaria de não precisar ir até o PROCON tentar resolver o problema, e queria poder confiar no Balão da Informática.
Para meu! O publicitário Flavio Pucci, paranaense que mora a mais ou menos 7 anos em São Paulo, criou junto com dois amigos a página no Facebook Sinta-se Paulistano para zoar da nossa cara linda. Tá, eu moro em Guarulhos, mas nasci e morei na Capital Paulista, sou paulistano de origem e Guarulhense por opção. Enfim, ele tá tirando "véi".
E mano do céu, quem é que gosta de fila nesta vida? Espero que ninguém tenha levantado a mão... rs. Outra coisa, que paulistano chama sacolé (que isso?) de geladinho? Eu conheço somente por gelinho. O de coco com leite é o melhor.
Mas nada como um pouco bom humor em nossas vidas paulistanas. Né?
Eu tenho, como diz a descrição aqui ao lado, 34 anos e não dirijo. Eu não tenho habilitação, carteira, carta de motorista. Não fiz CFC, não paguei quebra, nunca fiz uma baliza e também, nunca tirei um carro do ponto morto. E sem pretensões no momento.
Se me envergonho disso? Não. Sempre fui pra onde quis, de ônibus ou de carona. Não ter carro nunca me prendeu em casa.
Muita gente me pergunta porque eu não tiro a habilitação, que é fácil, que eu não posso viver sem carro e que um dia eu vou precisar.
Já pensei, mas quando me vejo no banco de passageiro já entro em desespero, imagina como motorista. Acho que nenhum de vocês iriam gostar de mais um motorista e ainda por cima desesperado pelas ruas.
01. Mas porque não compra um carro? Financiar é fácil!
Mas por que eu compraria algo que não quero?
02. Então… tem motorista particular?
Tenho, e tenho vários. Alguns dirigem até Mercedes.
03. Também, você sempre teve alguém pra te dar carona, né?
Claro, sou um completo inútil.
04. Mas como você chega no trabalho?
Olha, de vassoura é que não é.
05. E se precisar viajar?
Ah, daí eu uso meu tapete voador.
06. Mas não demora muito pra se locomover?
Não, o trânsito de São Paulo é um exemplo de agilidade.
07. Então você é um desses ciclistas ativistas fanáticos?
Bicicleta eu até tenho, mas precisaria de dois dias para chegar ao trabalho pedalando.
08. Então você é contra os carros?
Não, só aos que eu tenha que dirigir.
09. Mas como você sai à noite?
Pela porta da minha casa. E com a vantagem de não precisar ser o motorista da rodada.
10. Mas como você aguenta o transporte público?
Volto a lembrar da delícia que é o trânsito na maioria das cidades.
11. Mas não é perigoso?
Conheço mais gente assaltada entrando ou saindo do carro, do que a pé.
12. E se passar mal e precisar ir pro hospital?
Ah, daí a melhor ideia é dirigir, realmente.
13. E se tiver que levar alguém pro hospital?
Essa pessoa estará mais segura se eu não dirigir.
14. Mas como você nunca aprendeu até agora?
Como você não aprendeu HTML? Inglês ou cozinhar?
15. Saber dirigir pode salvar sua vida, sabia?
Ou acabar com ela. Não é verdade?
16. E se der vontade de passar o fim de semana na praia?
Ah, se existisse um lugar chamado rodoviária onde tem vários ônibus saindo para vários destinos…
17. Não é um stress depender de transporte público?
Ah, sim. Já no trânsito todo mundo é zen.
18. Mas não sente falta de um veículo pra chamar de seu?
E de um seguro, uma revisão e um aluguel de garagem para chamar de minhas? Não.
19. Mas transporte público não é sujo, fedido?
O que exatamente você acha que respira quando está parado no trânsito?
20. E não se importa de parecer pobre?
Ótima essa pergunta. Vai ver são os mesmos que perguntam se não tenho medo de assalto.
21. E como você vai na academia?
Ah, isso aqui não é academia, são pernas de quem caminha muito.
Como bom usuário do transporte público de São Paulo, achei esse vídeo, "10 maneiras de irritar o paulistano no transporte público", fenomenal. Ele foi publicado pela Veja em setembro deste ano, mas eu só recebi o link dele hoje, e como tenho certeza que muitos, assim como eu, ainda não assistiram, resolvi compartilhar no blog.
Dei muita risada. Afinal, sou muito irritado enquanto estou em minhas viagens de ida e volta ao trabalho, e como por ai tem muita gente sem noção, quem sabe este vídeo não sirva de alerta aos inconvenientes.
Entre os espaçosos, os que ignoram as regras mais básicas, os que bloqueiam a passagem, os que escutam música alta ou ocupam lugares prioritários, senti falta de duas situações, que se presentes poderiam deixar o vídeo mais completo, e elas me tiram do sério absurdamente: comer milho no metrô e os indivíduos que não entendem a simples frase "Espere as pessoas saírem do trem antes de entrar no vagão."
Assista.
Roteiro e Direção: Diógenes Muniz | Imagens e Edição: Adriano Conter | Arte: Danilo Braga]
E você? Algo mais te irrita no transporte público?
Ela chegou, finalmente! E mesmo que eu tenha chegado tarde ontem em casa, ou hoje ter ficado com os pés molhado e mais 15 minutos de atraso no trabalho, pode cai chuva, sua linda!
No último sábado, quando também o céu nos presenteou com uma forte chuva, tive que sair e me molhar. Foi excelente. Percebi que não só eu, mas algumas pessoas também deixaram que a água molhasse seus corpos. Tudo pedia água.
Eu me senti como a garotinha do vídeo abaixo. Assista.
O que nos resta ainda é continuar economizando, nos conscientizar que todos precisamos de água, de chuva, e rezar. São Pedro, ajuda ai.
Hoje um homem convulsionou no trem. Ele estava sentado do meu lado, de repente começou a tremer, se inclinou para frente e caiu no chão.
Uma mulher que estava sentada na frente dele, sem pensar correu ao seu socorro, segurando a cabeça e a boca de um homem que babava. Sem nojo.
PQP! Eu fiquei ali parado atônito, sem saber o que fazer, a não ser pegar a blusa e o celular da mulher que caíram no chão quando ela se abaixou para socorrer o homem, e também peguei a bolsa do homem que caiu junto com ele, coloquei tudo do banco e fiquei em pé, esperando o trem chegar até a próxima estação. Estava tremendo.
As portas se abriram, e como o trem não sai com as portas abertas, fiquei segurando, enquanto um outro homem saiu correndo e foi chamar o segurança da estação. No que parecia intermináveis 30 segundos o primeiro "guardinha" chegou e me perguntou se eu conseguiria trazer o homem pra fora, eu disse que não, pois o homem estava desmaiado, então ele começou a chamar outros seguranças pelo rádio, esses demoraram mais pra vir. Cada um que chegava, olhava o que estava acontecendo e se juntava ao outro que havia chegado primeiro. Só quando o quarto segurança da estação apareceu, é que foram buscar uma cadeira de rodas para retirar o homem caído de dentro do vagão. O primeiro guarda ainda perguntou ao homem desmaiado, que neste momento estava abrindo os olhos, mas ainda inconsciente, se ele queria sair do vagão ou continua a viagem. Que?
Levaram um homem meio sem saber o que estava acontecendo, em uma cadeira de rodas.
Assim que o homem, os seguranças e a cadeira saíram, soou o apito e as portas do vagão se fecharam, a viagem prosseguiu. A mulher sentou novamente. Alguém ofereceu um lenço de papel para ela secar a mão da baba deixada pelo homem caído, agora levado. Eu também sentei, ainda meio nervoso, meio tremendo pelo susto.
Depois disso, muita gente entrou no vagão e várias saíram, alguns nem sabiam o que tinha acontecido, enquanto outros nem se importavam ou se sentiram impotentes ao acontecido.
Eu não sei se verei novamente aquelas pessoas, e se por ventura um dia encontrar, não sei se irei reconhecê-las.
Para descontrair esse domingo de eleição, compartilho com para vocês o hilário vídeo "Coisas estranhas que todos os homens fazem, mas não falam sobre" prozido por BuzzFeedYellow.
Olha, algumas são inevitáveis, não tem como não fazer. A maioria delas eu não faço. O vídeo é super divertido. Mas para os mais puritanos e pudicos, acessem com moderação ou não acessem.
Pra falar a verdade, não é assim um medo, chega a ser um pavor. E eu vou contar aqui como isso começou.
Não lembro desta história, quem contou foi minha mãe. Eu tinha 2 anos, já andava e corria pra todo lado como uma criança desta idade costuma fazer. Meu pai precisava arrumar algo no carro e me levou com ele até uma oficina.
Enquanto eles conversavam (meu pai e o mecânico), diz a história que fiquei andando por ali, e encontrei uma cadela que tinha acabado de ter filhotes, como curioso que sou até hoje, fui mexer nos cachorrinhos.
E adivinha o que aconteceu? A cadela mordeu meu rosto.
De verdade, eu não lembro de nada disso. A única coisa que sei, é que quando vejo um cachorro, eu não consigo nem explicar o que eu sinto. Salvo algumas exceções é claro (cachorros bonzinhos dos amigos).
Não, eu não tenho ódio dos bichinhos, e até penso em ter um algum dia, talvez, bem distante.
O meu problema é com os dogs que encontro pela rua, ou os que me surpreende. E esse tipo de cachorro costuma ser malvado, eles sabem que eu tenho medo, e utilizam dessa fraqueza para serem superiores... rs.
Estava na quinta, ou sexta série, não me lembro bem, já faz muito tempo, e ainda era ginásio. Mas deixemos isso de lado. Era uma aula de ciências, onde a professora estava explicando a origem da Terra. Então ela pergunta:
- Vocês acreditam que Deus criou o mundo, ou na teoria do Big Bang?
Eu levantei a mão imediatamente.
- Em qual você acredita Ronaldo?
- Nas duas.
- Como assim?
- Acredito que Deus tenha criado o Big Bang.
Ela ficou em silêncio e depois falou:
- Nunca tinha pensado dessa forma. Ótimo raciocínio.
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Esse post é uma singela homenagem para aqueles, que além de ganharem pouco, sofrerem no transporte público ou nos engarrafamentos da cidade, que são maltratados pelo governo, pelos próprios alunos, e, que ainda por cima tem que escutar a piadinha infame dos amigos e parentes "Você só da aula? Não trabalha?", entram em sala de aula com um sorriso no rosto e saem dela com a sensação de dever cumprido.
Essa é mais uma história da série "Aventura no trem", mas a de hoje e singela e bonita. Estava eu lendo o livro "Apocalipse Z - O princípio do fim", todo me cagando de medo entretido, quando percebo que as pessoas ao meu lado, umas três meninas, comentavam sobre algo. Olhei para elas e em seguida olhei para a direção em que elas olhavam.
Isso mesmo, eu não sei ser discreto.
Na outra ponta do banco havia um senhorzinho e uma senhorinha, e os dois estavam de mãos dadas. As meninas, que estavam ao meu lado, pareciam espantadas com o que viam, eu fiquei comovido, era uma cena linda.
Nos dias atuais, as pessoas não estão acostumadas com esse tipo de atitude. Infelizmente.
É, não tá fácil pra ninguém. Eu sinceramente não aguento mais essa ridicularidade (existe essa palavra?) que virou a minhas timelines do Facebook e do Twitter. Ninguém mais se respeita.
Os que votaram em fulano, acham que quem votou em ciclano e burro, e quem votou em ciclano, acha que quem votou em fulano é playboy. E assim fulanos, ciclanos e beltranos, que entrou de gaiato na história, entram nessa discussão acalorada, onde um quer colocar a sua ideia sobre a ideia do outro, e, na maioria das vezes sem argumento nenhum.
E o que acontece? Pessoas sem justificativas consistentes para discutir de forma saudável suas convicções políticas iniciam uma guerra de ofensas, sem pensar que do lado de lá existe outra pessoa que também pensa, também tem opinião própria, além de também ter sentimentos, é claro.
Bom, o que estamos vendo é "burrice" de todos os lados.
Eu mesmo fui chamado de “ignorante” por causa da minha escolha na urna, e aprendi do jeito mais dolorido que “nunca, jamais, devo entrar em uma discussão com um idiota”.
"Nunca, jamais, entre em uma discussão com um idiota. Você sabe exatamente do que eu estou falando, mas nossa dica é: idiotas geralmente usam recursos retóricos duvidosos na argumentação, como atacar o interlocutor e não o argumento e recorrem a passivo-agressividade quando confrontados…"
O texto de hoje é a transcrição de um diálogo que aconteceu ontem, logo após a apuração de votos, e confirmação da reeleição de Geraldo Alckmin ao Governo de São Paulo:
Pessoa 01: Você viu? O Alckmin conseguiu no primeiro turno. Que bom!
Pessoa 02: Bom? Bom por que? E a questão da educação com a progressão continuada? E a saúde com os péssimos atendimentos? E transporte público? O escândalo do metrô? E...
Pessoa 01: Deixa de ser besta. Ninguém provou nada. Então, ele não é culpado.
A conversa continua, sobre as eleições, assuntos aleatórios. Nesse meio tempo, mais uma pessoa chega, e a pauta volta ao primeiro plano quando ela diz:
Pessoa 03: Vocês viram? O Collor foi reeleito no Alagoas.
Pessoa 01: Como assim? Esse povo tem memoria? Não lembram de tudo que esse cara fez? Não recordam o que ele fez ao Brasil? Que tiramos ele do poder?
Pessoa 03: É, mas ninguém provou que ele fez algo.
Pessoa 02: Isso. Ninguém provou nada. Igual ao Alckmin.
É o seguinte. Nos últimos dias tenho lido, assistido e escutado muito sobre o que é "certo", e o discurso mais dito e aceito, pelo o que me parece, é o dos "cristãos" que possuem um certo ódio, aversão, nojo, entre outros sentimentos, por um nicho específico da população.
Com isso, fico com uma pergunta em mente, e ela se repete em looping infinito "Deus é amor? Ou estou enganado?"
A única coisa que sinto é tristeza, fico triste, triste mesmo, pois os incentivadores deste ódio são aqueles que querem nos governar, e mais triste ainda com os "pregadores" do amor de Deus, que compactuam com o tal discurso. Não, eu não estou falando aqui sobre direito à vida, família ou valores, que são indiscutivelmente importantes, e sim sobre o amor ao próximo.
Quando aquele jovem foi perguntar a Jesus como faria pra ter a vida eterna, qual foi mesmo a resposta do Messias? Coloco abaixo o diálogo:
"Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna? Disse-lhe Jesus: Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida eterna, observa os mandamentos. Quais?, perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 19:16-19)
E AMARÁS O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
Então. Me responda: o que é amar ao próximo, e amar ao próximo da mesma forma que você se ama!? Assim, desse jeito, como você ama sua mente, seu coração e esse seu corpinho malhado ou não.
E não venha me dizer que esse discuso em incentivo ao ódio é coisa da minha cabeça. A não ser que você compreenda a frase "Vamos enfrentar a minoria" ou Vamos enfrentar a maioria" como uma oração de paz. Se for assim, sinceramente, eu não entendo.
Logo depois de ontem, percebi que a vida não é nada diferente daquilo que as pessoas imaginavam.
O que é o novo? Será que elas sabem que se renovam? Ou será que elas pensam que continuam naquela morbidez de sempre? Na mesma monotonia?
Ah! Quantos pensamentos!
E eu aqui, depois de ontem percebendo que a vida parece ser sempre a mesma, e notando que ela sempre se renova.
Alguém já percebeu isso?
O duro é perceber que aquele que mais diz que ama pode ser aquele que mais mal deseja. Ou nunca fizeram essa comparação?
O bom é perceber que sou amado, e, perceber que posso amar, sem interesses, sem julgamentos, sempre da mesma forma e sempre me renovando, cada dia é um dia a mais e cada vez mais percebo isso, a renovação atua na rotina e assim por diante, criando um circulo quase imperceptível se direcionando para vários caminhos.
Percebi que o mal pode ser quebrado, e que os maldizeres esquecidos pela força do amor. Percebi que o amor é fonte de vida, que o caminho é longo e a jornada é dura.
Mas como dizer não a tudo isso?
Só se estivesse petrificado, imóvel, sem esperança, morto e enterrado.
Finalmente percebi, estou vivo e cheio de vida, pronto para a batalha, confuso e contente, ansioso e com medo.
Não tem muito tempo, e eu me sentia completamente parte daquele círculo. Entendia, as vezes, somente com o olhar o que cada um sentia e pensava.
Mas agora, tudo se tornou diferente.
Tem um tempo, praticamente um ano, que as definições começaram a mudar, e quando estou em grupo, me sinto fora dele, ouvindo o que eles conversam (não comigo), assuntos que eu não consigo compreender. Não por não entender, mas por não fazer parte.
Ainda bem, que quando estou em algumas “células” do grupo, ainda me sinto íntimo, por enquanto.
Mais um post sobre o trem. Como alguns sabem, faço uma jornada diária para chegar ao trabalho, com direito a ônibus, metrô e dois trens. E sempre há uma corrida entre as pessoas (esse não é o meu caso, pois vou sempre contra o fluxo, graças a Deus), que vão até as últimas estações, para sentar nos bancos e voltarem sentadas até o local de destino.
Deixa eu explicar aqui, por que ficou confuso até pra mim. Como os trens e metrô que vão sentido centro estão sempre MUITO lotados, algumas pessoas, mais "espertas" pegam no sentido contrário e quando o trem ou o metrô volta, elas estarão sentadinhas. Deu para entender?
De repente o trem para na estação, as portas se abrem, e duas mulheres, uma em cada porta, entram correndo, elas avistaram um banco ainda vazio (Neste momento, na minha cabeça, começou a tocar aquela música tema da São Silvetre, do filme "Carruagem de Fogo").
Mas o engraçado não foi a corrida em si, e sim a gritaria. Uma delas entrou gritando "Sentei, Sentei, Sentei!" e a outra ficou com cara de sem graça quando quase sentou no colo da “vencedora”. Ah, isso não era uma corrida?
É, não está fácil pra ninguém. O nosso transporte público não é dos melhores. Mas não consegui não rir da situação. Tá bom, não eram cadeiras, eram bancos.